São tantas a lições que o recente terremoto e a crise nuclear geraram que daria para escrever um livro. Mas o que eu mais gostaria de ressaltar entre todas elas é a questão do atual modelo de produção de energia elétrica.
Sempre fui 1000% contra a instalação de usinas nucleares e acho que não é necessário desfiar aqui as razões, por tão óbvias. O que eu vejo como uma questão urgente que a população mundial – não apenas do Japão - deve exigir dos governos são programas de micro usinas com energia limpa (solar, aeólica, biomassa etc).
É claro que um programa como esse não alegra as grandes construtoras e por consequência falta “vontade” política dos governos para efetivá-lo. Mas essa é a forma mais econômica, mais segura e mais ecológica de produzir energia. Seria a maneira mais racional se não fosse o lobby de grupos que forçam obras como a de Belo Monte, em plena Amazônia, ou usinas nucleares em um país que convive com terremotos como no Japão.
Micro usinas nos locais onde a energia é consumida: painéis fotovoltaicos em cima de cada telhado, micro geradores nos rios e córregos, produção de biogás com o lixo orgânico das cidades. Esses são apenas alguns exemplos que já estão sendo aplicados com eficiência com vários lugares do mundo. É preciso multiplicar e sistematizá-los.
Faz tempo que eu quero colocar um sistema de energia solar na minha casa, mas o alto investimento necessário para a aquisição não compensa economicamente. Mesmo tendo energia de graça até o resto da vida, ainda sai mais barato usar a energia convencional.
É nesse ponto que insisto que é preciso exigir dos governos programas que subvencionem a produção de equipamentos e instalação dos sistemas de micro usinas com a mesma generosidade com que eles tratam a mega usina.
Espero que o pânico e o sofrimento causado pela crise nuclear de Fukushima não seja em vão.
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